AS FUNÇÕES SOCIAIS E POLITICAS DAS PROFECIAS

15/07/2010 21:46

 

Texto Jr. 34.8-11, 16,17

I.                   O PAPEL POLÍTICO E SOCIAL DA PROFECIA NAS ESCRITURAS

1. O profeta e o povo. Os profetas foram homens de Deus vocacionados para um árduo trabalho e estavam acima dos demais homens em virtude desse chamado e o conseqüente relacionamento íntimo que gozavam com YAHWEH. Os demais representantes divinos (sacerdotes, juízes, reis) tinham a sua parte , mas nenhum destes alcançou a influencia dos profetas na história da nação judaica e na história da redenção.

Encontramos Abrão sendo chamado de profeta em Gn. 20.7, no entanto é Moises o primeiro profeta nacional de Israel, pelo menos assim o conhecemos.

Os profetas antes mesmo da monarquia eram vista como pessoas que centrava pela sociedade, uma vez que eram os únicos canais humanos de comunicação entre Deus e o homem

Samuel inicia seu ministério num período que as profecias eram raras, a essa altura o povo esta corrompidos

2. O profeta eo rei

Os profetas passaram a ter grandes influencia política, a partir do reinado de Davi, quando Deus tinha rejeitado Saul que havia sido rei escolhido segundo a vontade dos homens.

Alem de serem homens que portavam a mensagem de Deus, eles também eram como conselheiros do rei em algumas decisões que deveria ser tomada. Muitas vezes o profeta de Deus era consultado quando o rei ia subir para a guerra.

Também em certas ocasiões eles advertiam os reis em caso de erros, como no caso de Davi com Bate-Seba, quando o profeta  Natã foi usado para repreender Davi. Davi estava com o pecado de adultério e um assassinato indiretamente, escondido (2 Sm 12.1-7, e  quando Natã profetiza a permanência do reinado de Davi para sempre (2 Sm 7-16-17).

Quando Davi numera o povo e é repreendido por Natã (2 Sm 24.13-14). Davi tem que escolher o castigo de Deus.

a.       Sete anos de fome

b.      Três meses de fuga diante de Teus inimigos

c.       Três dias de peste na terra

Davi escolhe cair nas mãos do Senhor, por que a suas misericórdias são muitas. O Senhor enviou a peste e morreram sete mil homens dos povos dede Dã até Berseba.

Quanto valor tinha a palavra do profeta

 

3. O profeta marginalizado

Num segundo período do reino de Israel e Judá, os reis fizeram muito pouco caso dos profetas, apenas Isaias que vemos profetizando na corte real, talvez fosse primo do rei Uzias, isso tenha facilitado o acesso a palácio real. Mas vemos que esse profeta messiânico conforme nos informa a historia e a tradução rabínica depois de ter sido usado por Deus ao ponto ser conhecido como profeta messiânico, foi serrado ao meio. Isso demonstra o ponto frio de marginalização que passou viver os profetas de Deus.

Os reis de Israel tinham forte influencia nos cultos que eram oferecidos a Deus no templo, desta forma os profetas passaram exercer seus ministérios fora do contexto do culto judaico.

É nesse período critico da história do povo de Deus que está duas nações entram e decadência, tanto moral quanto espiritual e a injustiça generalizada passa ocupar lugar entre os reis.

Assim, nos vemos que os profetas eram a figura central em  Israel no período que imperou a monarquia.

 

II. O PROFETA É ENVIADO AO REI

1.  O principio do fim  do reino de Judá

Israel jura lealdade aos Babilônicos, mas em pouco tempo se rebelou. Zedequias  foi nome dado pelo rei da Babilônia, sendo que antes se chamava Joaquim, e era o mais novo dos quatros filhos de Josias e o terceiro na linhagem de sucessão para reinar sobre Judá., Tornou-se rei por indicação de Nabucodonosor, sendo Judá um estado vassalo da Babilônia.

Vemos esse período (vassalo) em 2 Cr. 36.3, quando o rei do Egito que se chamava Neco derrotou a Assíria em Harã e Carquemis, retirando para o sul do Eufrates  a fim de dominar a Síria e a Palestina. Judá tornou-se um estado vassalo do Egito. Assim, Neco podia destituir Joacaz e requerer impostos ou tributos. Judá se tornou uma nação fraca e pobre, menor do que qualquer outra época de sua historia.

Josias, deixou Judá espiritualmente rica, mas financeiramente pobre. Assim em 598  a.C. Joaquim é destituído como rei e levado para a capital da Babilônia e seu tio Matabias ocupa seu lugar.

2. Profecia dirigida ao rei

Jeremias proclamou a destruição de Jerusalém  e a morte de seus habitantes, pela espada, pela peste e pela fome.

O resultado da destruição de Jerusalém e do povo foi em conseqüência da aliança que Zedequias fez com o Egito e a Fenícia num ato de se rebelar contra a Babilônia, o que resultou em fracasso no final do ano de 589 a.C.

Jeremias havia descrito essa derrota em sua profecia (Jr. 34.1..), e no versículo 3 é afirmado que Zedequias não escaparia do cerco, embora que Zedequias tenha tentado escarpar para Jerico, mas o exercito babilônico o capturou e levou a Ribla para um encontro com Nabucodonosor (Jr. 32. 3 e4)

Foi durante o cerco da cidade de Jerusalém em 588 a.C. que Zedequias proclamou a libertação dos escravos Judeus, e depois voltou atrás. Isso vamos estudar em outro ponto.

3. O Destino do rei Zedequias é anunciado

A mensagem de Jeremias era que o cativeiro duraria 70anos, e que o povo deveria aceitar isso como plano de Deus devido à desobediência da nação. No entanto, o povo preferiu ouvir os falsos profetas que profetizavam que em dois anos eles seriam restaurados.

Em Jeremias., 21.4-7, Jeremias proclama a destruição de Jerusalém e a morte de seus habitantes pela espada. Conforme  2 Rs  25.6-7, o rei seria levado para Babilônia.

Seus  filhos foram degolados em sua presença, e os olhos do rei foram vazados, e o mesmo foi levado preso em cadeias para Babilônia.

As profecias de Jeremias se cumpriu na integra, pois Deus vela pela sua palavra pra cumprir, conforme a visão da vara de amendoeira.

 

 

 

III.  A QUESTÃO DE ORDEM SOCIAL

1. A liberdade dos escravos hebreus.

Um concerto  legal feito entre o rei  Zedequias e o povo foi firmado durante o cerco de Jerusalém para libertar todos os escravos Judeus. Liberdade é o termo técnico para alforria; a alforria era  uma carta que concedia a liberdade ao escravo que se vendia ao seu credor. Moises havia limitado o tempo da escravidão num período máximo de seis anos quando deveriam se liberto, no chamado ano sabatico, o que não estava sendo observado.

Os escravos judeus também deveriam ser libertos no ano do jubileu, ou seja a cada 50 anos, quando as terras eram devolvidas aos seus donos que haviam dados em contas, os escravos eram libertos e os fugitivos poderiam volta as suas terras.

2. A alforria (liberdade) dos escravos é cancelada

Durante o cerco da cidade de Jerusalém, os príncipes concordaram com a libertação dos escravos. Todavia, o concerto foi revogado momentaneamente quando  o rei da Babilônia suspendeu uma vez que faraó  Hofra do Egito que vinha em socorro de Judá.

Zedequeis, vendo esse aparente livramento, deixou de dar credito a profecia de Jeremias e revogou a liberdade dos escravos. No entanto pouco tempo depois Nabucodonosor da Babilônia cercou Jerusalém novamente  e destruiu a cidade.

3. Indignação divina

Deus ficou indignado por que o acordo foi feito no templo e em nome de Deus, com o cerimonial religioso.

Mataram um bezerro e partiam ao meio. Esse cerimonial era feito entre duas pessoas para firmar um contrato que não podia ser revogado. Caso esse pacto fosse quebrado,a pessoa que quebrou o pacto morreria da mesma forma que o novilho. As partes pactuantes passavam entre as parte no ato cerimonial confirmando desta forma a aliança.

Neste caso, Zedequias estava fazendo uma aliança ou contrato com o próprio Deus e dando aos Judeus uma carta de alforria que representava a libertação deles. Como o pacto foi quebrado, Deus irou contra Zedequias e seus príncipes e se encarregou de executar seu juízo. O nome de Deus tinha sido profanado. Assim,. Deus entrou os tais nas mãos de seus inimigos ( Jr. 34.20). Desta forma Nabucodonosor voltou e sitiou a cidade de Jerusalém, destruiu tudo e queimou a cidade.

Deus tomou vingança, por que o pacto foi quebrado. Deus não se deixa escarnecer, o seu juízo foi executado.

 

CONCLUSÃO:

Deus é um Deus ordeiro, que cuida tanto da vida espiritual de seus servos quanto a sua vida em sociedade, bem como o sistema de governo que está submetido. Eu penso que nesses últimos dias que a injustiça social esta invadindo até mesmo as nossas igrejas, e sistema políticos corrompidos representados por homens que entram em nossas congregações com falsos discursos e não cumprem o que prometem em nossos púlpitos, serão em breve aniquilado pelo nosso Deus.

A Bíblia fala que nos últimos dias apareceriam homens amante de si próprio, e eles  já estão em nosso meio, pois negam o verdadeiro amor que eles mesmos pregam, subjugando os mais fracos e vivendo da lã das ovelhas. Estejamos atentos, Deus vela pela sua palavra. Amem.

Tenham todos uma boa aula.

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